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PREFEITO DEFENDE RANCHEIROS COM GOVERNADOR DE MG E PRESIDENTE DA CEMIG

- Prefeito levou realidade da situação das ações judiciais da Hidrelétrica que pedem demolição de construções

publicado em 22/08/2017

O Prefeito de Rifaina, Hugo Lourenço, reuniu-se na última sexta-feira (18), na cidade de Indianópolis (MG) com o Governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel e com o presidente da Cemig – Centrais Elétricas de Minas Gerais, Bernardo Alvarenga, quando apresentou razões para que a estatal interrompa ações judiciais para a derruba de ranchos construídos ao longo das décadas n entorno da Usina Hidrelétrica de Jaguara, localizada no município.

O encontro entre o prefeito, o Governador e o dirigente da Cemig ocorreu durante encontro realizado na Usina de Miranda, em Indianópolis, em que lideranças políticas e entidades se reuniram para defender a manutenção das usinas de Jaguara, Volta Grande, Miranda e São Simão sob controle da estatal mineira.

O prefeito afirmou ao Governador e ao presidente da Cemig que sua grande preocupação é com os processos judiciais que a estatal move contra rancheiros que construíram no entorno da Usina, cujas barragens e geradores se encontram no território rifainense.

Além do questionamento judicial da Cemig em relação à distância das construções em relação área inundável da represa, a estatal também move ação contra o Município, devido às construções no trecho onde existe o Calçadão de Rifaina, o principal ponto turístico da cidade.

O prefeito rifainense fez questão de mostrar ao Governador Fernando Pimentel e ao presidente da Cemig, Bernardo Alvarenga, não só o absurdo das ações, mas também os prejuízos delas decorrentes para a economia da cidade.

A demolição de ranchos e de estruturas de turismo da cidade pode gerar desemprego, quebra na economia comercial, industrial e de serviços da cidade, sepultando o principal gerador de emprego e renda na cidade que é justamente o trade turístico de Rifaina.

“Este trade (meios de hospedagem, bares, lojas e restaurantes, Centros de Eventos, Casa da Cultura, serviços de Saúde, entre outros) é fundamental para a sobrevivência de Rifaina. Levamos mais de quatro décadas para transformar nossa vocação turística em realidade, depois que a Usina inundou nosso potencial econômico da época, que eram as cerâmicas e não podemos voltar à estaca zero, acabando com o Turismo que temos hoje”, explicou o Prefeito ao Governador Pimentel.

O Prefeito pediu ao Governador de Minas e ao presidente da Cemig que, caso a estatal mantenha o controle da Usina de Jaguara, as ações sejam cessadas e as devidas adequações ocorram de comum acordo.

Mais produção

Hugo Lourenço também afirmou que a usina Jaguara tem seis comportas e a tomada de água é toda feita no território de Rifaina, com duas subestações (uma de 345 kV e outra de 500 kV) também situadas na parte paulista do Rio Grande.

“A Usina é considerada de grande porte, operando com quatro unidades, com potência instalada de 425.00KW, mas há disponibilidade de operação de mais duas turbinas. Colocadas em funcionamento, elas gerariam mais energia, mais recursos para a Cemig e mais ICMS para Rifaina”, explicou o prefeito ao governador mineiro e a Bernardo Alvarenga.