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INVESTIMENTO DE QUASE MEIO MILHÃO DA CPFL RESOLVE QUEDAS DE ENERGIA NA CIDADE

- Investimentos são resultado de reuniões de cobrança realizadas pelo prefeito Hugo em fevereiro e outubro de 2017 -

publicado em 03/01/2018

A instalação de um novo sistema alimentador de energia elétrica exclusivo para os condomínios do Município de Rifaina, com investimentos de quase meio milhão dará fim às constantes interrupções tanto na cidade quanto nas áreas que integram a área urbana de Rifaina na extensão da vicinal Oswaldo Gilberto (que leva a Igarapava).

O novo alimentador foi instalado durante o mês de dezembro e já no Natal e Ano Novo estavam concluídos pela CPFL.

Rifaina é alimentada por rede de distribuição que vem de Pedregulho em dois alimentadores.

Um deles percorre toda a área rural dos dois municípios, atendendo fazendas, ranchos, sítios e condomínios, o que acaba provocando falta de energia e queda de tensão.

Outro alimentador, também tem início na subestação em Pedregulho e percorre toda a área rural do vizinho município e de Rifaina, tendo seu final no perímetro urbano de Rifaina.

Assim, com o alimentador da zona rural de Pedregulho e Rifaina, a rede estava saturada e sofriam com a queda de tensão ou interrupções.

Após as obras de dezembro passado os condomínios como Enseada da Fronteira e Morada da Fronteira, entre outros, passaram a ser abastecidos com um alimentador exclusivo, pois antes recebiam fornecimento de energia da rede rural, que não suportava a carga de consumo.

De igual forma, o perímetro urbano de Rifaina, ou seja, a cidade propriamente dita, passou também a ter um sistema de alimentação de energia que é independente daquele que a fornece para os condomínios e ranchos às margens da vicinal para Igarapava.

Reuniões e cobranças

O investimento de quase R$ 500 mil é resultado de duas cobranças feitas pelo prefeito de Rifaina, Hugo Lourenço, junto à CPFL.

Inicialmente o prefeito recebeu em seu Gabinete (em 06/02/2017), a gestora de contas públicas da empresa, Cláudia Lemos e o engenheiro Luiz Carlos da Silva.

Na semana seguinte, o prefeito esteve acompanhado de técnicos da Prefeitura e empresários, com a direção regional da CPFL, em Ribeirão Preto, composta pelos diretores: Ivênio de Souza, gerente de serviços de transmissão, Alexandre Nogueira Aleixo, gerente de ativos, Ocimar Benzati, gerente de serviços de campo, Sidnei Dias Gomes, área de distribuição, Cláudia Lemos e o engenheiro Luiz Carlos da Silva.

Questionamentos

O prefeito Hugo questionou a CPFL porque a queda de energia no final do ano de 2016 foi uma das causas da falta de água na cidade no período crítico entre os dias 28/12/2016 e 02/01/2017, em que a cidade estava com mais de 10 mil turistas comemorando a passagem de ano.

Hugo queixou-se da baixa tensão com oscilações de energia, principalmente nos meios de semana, quando a maioria da população é prejudicada.

Ele disse que a situação se agrava aos finais de semana com a população flutuante de turistas que aportam à cidade, tanto nas pousadas e hotéis, quanto nos ranchos do lado paulista da represa do Rio Grande.

“Rifaina cresceu e a CPFL não melhorou seu sistema elétrico para abastecer a cidade. Temos uma obrigação com os munícipes e com os turistas que utilizam a Prefeitura como um canal de reclamação. Temos que oferecer a estrutura para estas pessoas, mas a responsabilidade é da companhia”, afirmou Hugo na oportunidade.

Nova cobrança em outubro

Em outubro passado, já antevendo problemas com a presença maciça de turistas no final de 2017 na cidade, o prefeito Hugo recebeu mais uma vez, mediante convocação, diretores regionais da CPFL Paulista, para apresentar incisivo protesto contra o atendimento por parte da Companhia na cidade, que continuava sofrendo com as constantes interrupções do fornecimento de energia, remetendo ao que havia sido tratado no começo do ano (em fevereiro) na regional da empresa, em Ribeirão Preto.

A audiência, realizada no Gabinete do Prefeito contou com a presença da gerente de contas públicas da CPFL na região, Cláudia Lemos e do engenheiro da CPFL, Luiz Carlos Carneiro, além de Osmar Ferreira, morador em Rifaina e que conhece do setor, pois é ex-funcionário da própria CPFL, e do Secretário de Governo, Alcides Diniz dos Santos – Cidinho.

O prefeito Hugo reclamou que as providências que já eram urgentes desde a reunião realizada em fevereiro, em Ribeirão Preto, não foram atendidas e que os reclames dos usuários eram justificados e constantes.

Documentos de manifestação de protesto de moradores da cidade e de condomínios como Enseada da Fronteira e Morada da Fronteira foram entregues aos representantes da CPFL Paulista.

Religadora muda situação

Uma das questões apresentadas na reunião convocada pelo Prefeito Hugo foi resolvida, portanto, em dezembro de 2017: a CPFL providenciou a ordem de serviço de transferência de uma religadora, cuja linha de transmissão passou a percorrer um novo trecho pela Vicinal Oswaldo Gilberto (Rifaina a Igarapava) até o Residencial Enseada da Fronteira.

Segundo a CPFL, a religadora instalada após o Residencial Enseada, substituindo a linha de transmissão rural para urbana de 15 KV, já melhorou significativamente o abastecimento naquela área a partir do mês passado.  

Novidades

Com a construção de uma nova rede de energia de 13.8kv do perímetro urbano até o Condomínio Enseada da Fronteira, já neste final de ano não houve nenhum comprometimento no atendimento em relação ao nível de tensão tanto dentro da cidade quanto dos condomínios.

O Prefeito Hugo informou que com a construção de uma nova subestação em Igarapava, justamente na vicinal que liga a Rifaina, um novo alimentador, para melhor atendimento ao município será instalado, ficando os dois atuais blocos como atendimentos emergenciais.

“Mas não vamos parar por aí em nossos projetos de melhoria e vamos reivindicar junto à CPFL e ao Governo do Estado, a construção de uma subestação exclusiva em Rifaina, como já existe em municípios vizinhos (Pedregulho e Igarapava)”, disse o prefeito.

Segundo ele, numa das reuniões, Alexandre Nogueira Aleixo, gerente de ativos da CPFL afirmou que por conta da região acidentada e do lago, as chuvas causam descargas elétricas em grande número na região, o que provoca quedas e que teria sido responsável pelos problemas que prejudicaram também o abastecimento de água no final do ano de 2016.  

Segundo ele, um estudo da CPFL fará a avaliação sobre qual o desempenho da rede, bem como a viabilidade do empreendimento de alimentador exclusivo para Rifaina.

Ele afirmou ainda que a instalação de uma futura subestação da CPFL na cidade depende do crescimento urbano e rural do Município e que pelos índices que Rifaina está demonstrando é muito provável que isso ocorra em breve.